Onde moro hoje é um viveiro de línguas já nao tao estranhas. Ando pelas ruas e percebo uma Babel moderna e sem confusao, já que, ao contrário da primeira Babel, existe um idioma comum para todos, o castellano. Quando aqui cheguei o espanhol para mim era tao íntimo como o russo ou grego, conhecia dois ou três palavras mas nunca me lembrava o exato momento de utilizá-las.
Para chegar a ter uma certa desenvoltura com o espanhol, demorei uns 4 meses e para que os hispanohablantes tivessem a mesma idéia sobre mim, uns oito meses.
O pior de tudo é que depois de quase três anos, em vez de ganhar fluência, noto que perdi a que ganhei durante todo esse tempo. Meu vocabulário aumentou, meus conhecimentos gramaticais também, até posso corrigir alguns latinoamericanos que pensam conhecer melhor a língua de Castilla. Entretanto, noto que me confundo mais que o normal e até chego a introduzir palavras de castelhano quando falo em português (algo comum entre os brasileiros que aqui vivem mas que para mim é uma heresía e para qualquer um com bom senso). Pretendo agora ser mais cuidadoso e voltar a ler no idioma local para ver se volto a falar o mínimo que se entenda sem vacilar no idioma.
A verdade é que sempre tive uma curiosidade por idiomas e com o advento da internet aprender línguas e dialetos têm sido mais fácil. Maia, tupi-guarani, esperanto, aramaico, latim e muitos outros você pode encontrar, pelo menos uma gramática básica e na melhor das hipóteses um curso completo de três níveis (básico, intermediário e avançado) e com uma vantagem ainda, grátis.
Tentarei de quando em vez aqui buscar uma boa dica de uma página ou curso com qualquer idioma que nao sejam os comuns. E para começar, aprenda sueco. Uma homenagem à minha amiga Smile.