Semana passada assisti ao documentário Invisibles, produzido por Javier Bardem e dirigido por 5 diretores da melhor qualidade, cada um com um problema social grave, onde as vítimas são como pessoas invisíveis para o mundo.
Mariano Barroso dirige “Los sueños de Bianca” que fala sobre a doença do sono, Isabel Coixet com “Cartas a Nora” sobre a doença de chagas na Bolívia, Javier Corcuera dirigindo “La voz de piedras” explicando a difícil volta de moradores às zonas de guerra na Colômbia, Wim Wenders que dirige “Invisible Crimes” sobre os estupros no Congo e Fernando León de Aranoa com “Buenas noches, Ouma” fala sobre o rapto de garotos na Uganda para utilizá-los como guerrilheiros da LRA.
Mais informações dobre o documentário aqui no site do Médicos sem Fronteiras, que deu seu apoio ao documentário.
Mudando de assunto mas continuando no mesmo tema, domingo passado, na revista semanal do jornal El País, li uma matéria especial sobre Ishmael Beah, hoje com 18 anos, que longe de ter sido raptado como os garotos da Uganda, entrou voluntariamente, com apenas 12 anos de idade, para o exército de seu país, Serra Leoa, buscando abrigo e proteção daqueles que mataram a toda sua família, a Frente Revolucionária Unida, FRU. Durante muitos anos esse jovem soldado vivia sob o efeito de drogas (uma mistura de pólvora e cocaína) e abraçado a uma AK-47. Por fim foi resgatado, hoje vive em New York e, esse ano, a Ediouro lança o seu livro no Brasil A Long Way Gone: memoirs of a boy soldier.


fev 03, 2008 @ 01:53:58
é fantástico esse documentário, pena que não chega nas salas de cinema e só passa em tv paga e pacote gold. Pena.