BR6 é o melhor

2008 Junho 4

Uma das minhas atividades de adolescente era a música mas especificamente o canto. Sim, eu cantava! Não era um divo mas não desafinava.

Nessa brincadeira, conheci o Take 6 e desde então a música à capela se tornou um vício. Poderia identificar só ouvindo qualquer grupo, seja ele Acappella, Nylons, Rockapella, Five O’clock Shadow, Alley Cats, Swingle Singers, Flying Pickets, Mint Juleps (obviamente), The Persuasions… Sabia a diferença entre os estilos Doo Wop e Barbershop, acredite para muitos ouvidos, são exatamente iguais. Identificaria o compositor e o arranjador apenas ouvindo o grupo cantar. Participava de acaloradas discussões sobre quem foi o melhor “bass” da história, J. D. Summer ou Tim Storms… Era mais que um vício, confesso.

Na época do Napster, como se diz lá na minha terra, “lavei a burra”. Encontrei raridades de cantores que já eram bons em seus grupos mas fizeram versões totalmente inéditas de músicas apenas com voz e back vocal. Fiz uma excelente coleção mas uma instalação mal-sucedida do BeOS no mesmo HD me levou a ter que procurar tudo de novo.

Cheguei a asistir à série Jack and Jill, que era emitida aos domingos pela manhã no SBT, unicamente porque em cada episódio um quarteto fazia uma paricipação especial com uma música que, claro, eu já conhecia.

Nessa época no Brasil nenhum grupo era expressivo até que (desculpem o atraso) o disco do BR6Here To Stay – Gershwin & Jobim“ recebeu o prêmio CARA 2008 (Contemporary A Cappella Recording Award), na categoria Best Jazz Album.

Senti saudades destes bons tempos ao ver a notícia no boletim que recebo semanalmente da CASA, acho que vou ligar o VUZE para buscar raridades…

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